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Ao património artístico de Sever do Vouga pertence aquela
que é considerada o ex libris do concelho - a Ponte do Poço de Santiago -
verdadeira obra monumental, toda ela construída em alvenaria e com 28,5 metros
de altura, constituindo um símbolo de identidade de toda a região.
A ponte insere-se num recanto natural verdadeiramente paradisíaco de verdes
matizantes das montanhas que desaguam languidamente nas águas do rio Vouga,
donde sobressai pela sua imponência, majestosa e sóbria, transmitindo uma
imagem ímpar de beleza natural e artística. Vários estudiosos defendem ser
esta a mais alta ponte do país construída em pedra. Com 165 metros de comprimento,
é constituída no seu todo por 12 arcos de tamanhos vários. O maior, de forma
parabólica, abraça firmemente as margens do rio Vouga, tendo de altura 27
metros e de vão (comprimento da base) 53 metros. O fecho deste arco, o central,
apresenta apenas 90 cm de espessura. Os restantes 11 arcos partilham da base
do arco maior, havendo uma duplicidade de soluções geométricas e de engenharia
verdadeiramente arrojadas.
Nela circulava o saudoso comboio do Vale do Vouga, extinto em 1972 e substituído
por automotoras. Agora é a circulação viária que assegura as funções que dantes
estavam cometidas ao "Vouguinha".
A construção da Ponte do Poço de Santiago remonta ao ano de 1913, tendo sido
necessários 3 a 4 anos para a sua conclusão e teve como orientador no terreno
o engenheiro francês F. Mercier.
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Porque se considera uma ponte verdadeiramente invulgar, o Pelouro da Cultura
e Turismo da Câmara Municipal procedeu a contactos com várias entidades responsáveis, como por
exemplo a C.P.. Solicitou-se ao IPPAR a sua classificação como Património
Histórico mas, o parecer aguarda ainda homologação do Secretário de Estado.
Como se integra num conjunto potencialmente turístico, a Câmara Municipal
valorizou ainda mais aquele imóvel procedendo à sua iluminação.
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