Silva Escura fica situada numa zona que abrange grande parte do Vale do sopé poente da Serra do Arestal, tendo como freguesias limítrofes Ribeira de Fráguas (concelho de Albergaria-a-Velha) a poente; Rocas do Vouga a nascente; Sever do Vouga a sul; e Domelas e Palmaz (concelho de Oliveira de Azeméis), a norte. Localiza-se a norte do concelho e é formada por cerca de 30 lugares, dos quais destacámos, sem menosprezo dos outros: Silva Escura, Cruzeiro, Vila Fria, Romezal, Paço, Sequeiros, Bouças, Espinheiro, Presas, Felgares, Folharido, Fojo, Castelões e Vale de Anta.
São aproximadamente 2000, os residentes nesta freguesia, se bem que no Verão, a população aumente substancialmente com a chegada dos emigrantes que na sua maioria tem por aqui habitação. As actividades económicas não diferem grandemente do resto do concelho. Assim temos uma agricultura de minifúndio (subsistência) a que se dedicam especialmente as mulheres; a metalurgia e metalomecânica, com várias industrias de pequena dimensão; a construção civil que emprega muita gente distribuída por pequenas empresas, sendo até algumas de carácter individual; o comércio e a indústria hoteleira têm também o seu peso; e finalmente, a silvicultura e corte de madeiras que é um importante complemento ao rendimento de várias famílias.
Em documento de 964 (século X) Silva Escura é já designada "Silva Scora". Nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258, é referida como paróquia de "Sancto Johannio de Silva Scura" e com igreja própria construída em terras reguengueiras, isto é, do rei. Na vertente sudoeste da Serra do Arestal viveram tribos de pastores que deixaram ali vestígios da sua presença, tais como o chamado "Forno dos Mouros", ou seja, a pedra insculturada do Arestal, no sítio do Ramalhão, notável monumento da arte rupestre atribuído aos Celtas e, provavelmente dos séculos VI e VII a.c.. Esta pedra insculturada de que acabámos de falar é uma das componentes" do rico património histórico de Silva Escura, onde se pode destacar ainda, a Capela da Senhora da Graça, datada do século XII.
A merecer atenção também, a Igreja Matriz, com o frontispício em azulejo com predominância de tons azulados e, no interior, o tecto em caixotões, a pia baptismal e uma lindíssima imagem do Senhor dos Passos. O Cruzeiro que fica a 200 metros da Igreja, é uma peça única na região pela rica ornamentação da parte superior. Do património histórico/artístico de Silva Escura, saliente-se ainda, o edifício do Asilo-Creche, de boa traça arquitectónica.
Como se pode constatar, locais onde uma visita será, concerteza, interessante, aliás como aquelas que se podem fazer ao vasto património natural que esta região ostenta, nomeadamente à Cascata da Cabreia, no rio Mau, ou à Cascata da Frágua da Pena, no lugar das Bouças, no rio Filveda.