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 Freguesias: Sever do Vouga...
 

A sede do concelho confina com as freguesias de Pessegueiro, Silva Escura, Rocas e com o rio Vouga. As suas principais povoações, para além do centro da Vila que dá o nome à freguesia, são: Senhorinha, Paçô, Peso, Pombal, Póvoas, Novelides e Rachado.

Sever do Vouga tem à volta de 3000 habitantes que se dedicam na sua maioria à indústria metalomecânica, à construção civil, às industrias ligadas à floresta, à avicultura e ao comércio.

Sever parece derivar de "Sevéri", irmão de Teodorico II dos Visigodos, que aqui se teria fixado, apropriando-se de vastos domínios por volta do ano de 510 e acabando por dar o nome às Terrae Severi (Terras de Sever). De facto, reza a história que, quando os visigodos e suevos se debateram em luta no nosso território, nos inícios do século VI e após a vitória dos primeiros, se terá então, estabelecido por cá um dos seus notáveis guerreiros, precisamente o Conde Sevéri. Onde hoje fica a Igreja Matriz, teriam existido dois mosteiros de invocação a Santo André e S. Cristóvão.

Em 29 de Abril de 1514, o rei D. Manuel I concedeu foral a Sever do Vouga. A comprová-lo está o Pelourinho como símbolo da autonomia municipal e como um dos mais importantes elementos do património artístico de Sever. Este Pelourinho, depois de libertado, em 1965, da função de chafariz à qual esteve durante muito tempo submetido, foi implantado junto à actual Biblioteca Municipal Calouste Gulbenkian, antigo edifício da Câmara. O Pelourinho, apresenta uma plataforma com três degraus de acesso hexagonais, donde se projecta verticalmente a coluna, de contornos concordantes com o polígono dos degraus. A base da coluna assenta directamente sobre a plataforma e está decorada com motivos de florões repetidos. O fuste é liso e encimado por capitel que apresenta nove castelos a envolver o símbolo nacional. O escudo de armas é composto de cinco figuras móveis dispostas em cruz, sendo três em pala com a do centro flanqueada pelas outras duas.

Mas, para quem pretenda visitar esta vila com as suas modernas vivendas, os seus complexos habitacionais e comerciais, as suas ruas arejadas, os seus jardins bem cuidados, para quem pretenda visitá-la, dizia, não lhe faltarão concerteza motivos. Por exemplo, o solar do Paço da Vala, na Senhorinha, de boa traça arquitectónica, terá sido berço dos "Condes de Sever, Duques de Guterre, Condes das Terras de Santa Maria e Barões de Sever, isto segundo uma lápide nele existente. Mas há mais: a Casa da Aldeia (com brasão); o Cruzeiro da Igreja Matriz; o Púlpito da Matriz, de madeira entalhada, suportado pela curiosíssima figura

  1. Cedrim do Vouga
  2. Couto Esteves
  3. Dornelas
  4. Paradela do Vouga
  5. Pessegueiro do Vouga
  6. Rocas do Vouga
  7. Sever do Vouga
  8. Silva Escura
  9. Talhadas

do "Janardo"; o Braçal, antigas minas de chumbo argentífero, já exploradas pelos romanos; moinhos antigos e espigueiros; e as Capelas de S. Macário, S. Mateus, Nossa Senhora de Fátima, Senhora da Boa Viagem, S. Braz e S. Tiago.

Para trazer as lembranças desta região, o artesanato local oferece trabalhos em cestaria, no Pombal, existindo em Paçô uma oficina de ferreiro.

Sever do Vouga tem várias organizações de carácter cultural e desportivo que têm por missão animar a vida desta vila. São elas, a Filarmónica Severense (banda musical fundada em 1883); o Rancho Folclórico de Sever do Vouga; o Vouga Sport Club (desportos motorizados); e a Associação Desportiva Cultural e Recreativa Senhorinhense (com sede no lugar de Senhorinha).

   
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