Paradela confronta com o Rio Vouga a norte e com as freguesias de Cedrim, a nascente, Talhadas a sul e Macinhata do Vouga (concelho de Águeda) a poente. Com uma área de cerca de 8,5 Km2, Paradela do Vouga fez parte da freguesia de Pessegueiro até meados do século XVIII, tomando-se então freguesia anexa ou corato daquela. De facto, na Memória Paroquial de 1732, Paradela é indicada como sendo um dos lugares da freguesia de Pessegueiro (na outra margem do Vouga). Porém, na Memória Paroquial de 1758 é referida como freguesia autónoma, o que se verificava desde 30 de Maio de 1740, por despacho eclesiástico do Bispado de Viseu a que então pertencia (actualmente Paradela do Vouga pertence à diocese de Aveiro).
De referir que a Padroeira desta freguesia é a Nossa Senhora do Loreto, contudo, a festa principal é dedicada à Nossa Senhora do Ouvido. Retrocedendo no tempo histórico, temos a mais antiga referência documental conhecida sobre Paradela. Datada do século X lá se relata que, Gonçalo Viegas, filho de Egas Erotis, herdou várias terras entre Sever do Vouga e a Bairrada, nelas se incluindo Paradela. Em documento de 1050, no inventário dos bens do fidalgo D. Gonçalo e D. Flâmula, são citadas várias "villas" (aldeias, segundo Alexandre Herculano), entre elas Cedrim e "Paratela". O rei D. Sancho I, nos princípios do século XIII, fez doação de Paradela a Pedro Eitaz, por carta e foro de montaria, isto é, com a obrigação de fornecer ao monarca animais de caça.
Algumas terras de Paradela do Vouga estavam na posse das freiras do Convento de Arouca e, também por estas terras foi construído o solar do Conde de Beirós (Séc. XVIII - XIX) no lugar de Soutelo. Em 1913/14, Paradela passa a ser a principal estação do concelho da famosa linha férrea do Vale do Vouga (desactivada em 1989), tendo sido aí construído, na década de 30, um importante complexo fabril de massas alimentícias, paralisado desde 1982.
Os cerca de 900 habitantes de Paradela dividem-se por diversas actividades económicas: agricultura e pecuária, vinicultura, serração e transformação de madeiras, móveis, construção civil, metalomecânica e pequeno comércio.
Do património de Paradela do Vouga, destaque-se a sua Igreja Paroquial de linhas modernas com a porta principal em ferro e torre altaneira. A merecer atenção também, o Cruzeiro no adro da Igreja, erigido em 1723.