Origem e difusão da cultura do milho em Portugal
A planta à qual atribuímos geralmente a designação de "milho" (Zea mays L.), é uma gramínea oriunda da América, conhecida e cultivada ao tempo em que os europeus lá chegaram.

Terá sido ainda durante o século XV que a espécie penetrou no nosso continente, pois há referências a plantações em Sevilha desde 1500. Um pouco mais tarde, em 1515, também no Vale do Guadalquivir se ensaiava já esta cultura.

A palavra adoptada pela maioria dos países europeus para designar a nova planta foi a de maíz, mas em Portugal adoptou-se a palavra "milho", já aplicada a outros cereais, o que criou alguma confusão quanto às espécies conhecidas por este nome: ao milho miúdo ou alvo (Panicum miliaceum L.), ao milho painço (Setaria glauca L.) e, mais tarde, ao zaburro ou sorgo (Andropogon sorghum L.), veio juntar-se o milho grosso (Zea mays L.).

Ao penetrar no nosso país, o milho grosso difundiu-se rapidamente, suplantando os seus congéneres e substituindo totalmente o cultivo do milho miúdo. Este facto teve repercussões na vida rural, não só ao nível da economia agrária, mas sobretudo na modificação que imprimiu ao ambiente rural com o desenvolvimento de sistemas específicos de armazenamento e conservação do milho, tornando-se um dos traços mais característicos da paisagem.

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