pé maciço com degraus de acesso

6) Acessos à porta - O acesso à porta do espigueiro faz-se, regra geral, com o auxílio de pedras mais ou menos toscas da região, que se colocam à frente da porta do edifício. Pode fazer-se também com a ajuda de uma escada móvel, que se encosta e prende ao corpo do espigueiro por meio de grampos de ferro.

Mas os sistemas de acesso também podem ser fixos, nomeadamente nos espigueiros de pé maciço, como em Oliveira de Azeméis, em que é o pé que contém os degraus de acesso.

interior de um espigueiro
Nos espigueiros largos da região de Penafiel e de Vila Nova de Gaia, os telhados mais frequentes são os que apresentam formato piramidal, de quatro águas iguais. Nos espigueiros estreitos, coexistem os telhados de quatro e de duas águas, podendo estes últimos ser encimados por cápeas e guarda-ventos, quando pelo menos as suas paredes de topo são de pedra. Este tipo é muito vulgar a norte do Douro.

O sistema de encaixe dos telhados de duas águas socorre-se de frechais, com o cume sobrejacente. A suportar as ripas temos os caibros. Os pares de caibros podem ser substituídos pelas cambotas que, para além da função de suster o telhado, fazem o travamento de toda a armação que inclui frechais e colunas.

As cambotas frontais que, no Concelho de Sever do Vouga, exibem por vezes lavores decorativos, apresentam formato triangular e podem ter a sua face inferior arqueada.

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