exemplos de dois tipos
de pés singelos

Os pés aparecem-nos sob três tipos principais:

a) pés singelos - os pés singelos podem ser de madeira (muito raros entre nós) ou de pedra. A sua forma é muito variada: a mais simples consiste na elevação de toscas pedras irregulares sob a grade do corpo, sem qualquer ordem. Mas a sua forma pode também assumir lavores decorativos, o que lhes confere maior beleza: podem ser prismáticos de base quadrada ou rectangular com arestas vivas ou cortadas, em tronco de cone e em forma de pirâmide com base quadrada. Muitas vezes apresentam uma sapata na base, como reforço.

Os pés singelos estão dispostos aos pares, sendo a sua altura e o seu número variável, este último em função do tamanho do espigueiro. Se estivermos em presença de uma construção pequena, bastarão os pares dos topos mas, se ela é comprida, tornam-se necessários pares intermédios, sobretudo nos espigueiros totalmente de pedra, cujo corpo se torna demasiado pesado.

A altura dos pés singelos varia consoante a geologia do terreno, e as características de construção das diferentes regiões. A sua altura normal oscila entre 1 m e 1,50 m, mas há certas zonas, como em Vila Nova de Gaia e Penafiel, onde os pés singelos são tão esguios que atingem 2 m a 2,50 m de altura, tomando a designação de esteios. Outras vezes, estes pés são tão largos que quase se tocam, assemelhando-se aos pés transversais.

b) pés transversais - estes pés formam pequenos muros de granito ou xisto, dis-postos perpendicularmente ao comprimento do espigueiro, e paralelos entre si. As suas dimensões variam conforme as necessidades e o declive do terreno. À semelhança dos pés singelos, também os transversais são apenas os dos topos quando a dimensão   dos espigueiros é diminuta, introduzindo-se outros se o comprimento dos espigueiros assim o exigir. Em Sever do Vouga o pé do topo tem, por vezes, ornatos simples lavrados.

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