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De todos os monumentos megalíticos deste concelho, destacámos
a Anta I da Cerqueira (ou Casa Moura, como é popularmente conhecida), quer
pelas suas dimensões, quer pelo seu estado de conservação. Este dólmen insere-se
numa necrópole que conta actualmente com oito monumentos localizados numa
importante chã da vertente Este da Serra do Arestal, na Freguesia de Couto
de Esteves e foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1985.
Este monumento, cuja câmara havia já sido escavada em 1956 pelos arqueólogos
A. Castro, O. V. Ferreira e A. Viana, foi em 1988 alvo de outra intervenção
arqueológica orientada pela Dra Ana Bettencourt, de onde resultou nova escavação
da câmara e consolidação do monumento. Este apresenta câmara poligonal com
cerca de 3,54 metros de largura por 3 metros de comprimento, constituída por
nove esteios in situ. O corredor de acesso, de 4,40 metros de comprimento,
conserva ainda onze esteios embora de um deles reste apenas a base. A lage
de cobertura tem um contorno sensivelmente circular, com espessura média de
0,45 metros e com cerca de 3,76 metros
de largura por 3,26 metros de comprido. A mamoa é constituída
por uma couraça pétrea superficial, por terras compactadas sob essa couraça
e por um anel lítico de contrafortagem em redor da câmara e corredor. A cronologia
deste monumento rondará os finais do milénio IV e primeira metade do III milénio
A.C.
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Em 1995, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Sever do Vouga levou
a efeito sob orientação da Dra Ana Leite da Cunha do I.P.P.A.A.R. uma campanha
de embelezamento deste imóvel arqueológico. Desta campanha resultou a delimitação
do monumento com cerca-tipo e a colocação no local de uma placa explicativa
contendo um mapa da necrópole, um desenho da estrutura e corredor da anta,
acompanhado duma breve explicação científica.
O acesso é fácil e faz-se pela Cerqueira, a caminho da Mouta, sendo sem dúvida
um monumento de indispensável visita.
Ainda na freguesia de Couto de Esteves, no lugar do Coval podemos observar
outros dois monumentos megalíticos, denominados Souto do Coval 1 e 2 .
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